Depois do fracasso de bilheterias do "Hulk" de Ang Lee em 2003, a editora de quadrinhos Marvel aprendeu uma lição: você não vai querer ver os fãs do Gigante Esmeralda com raiva outra vez. Para evitar que isso acontecesse, colocou à frente do projeto o ator Edward Norton, fã declarado do personagem, que além de assumir o papel do cientista Bruce Banner - alter-ego do herói -, colaborou com o escritor Zak Penn ("X-Men" 2 e 3) em cada uma das etapas do roteiro de "O incrível Hulk", novo filme da franquia, que chega aos cinemas de todo o mundo nesta sexta-feira (13).
Sob direção do pouco conhecido Louis Leterrier, O resultado da empreitada é uma história um tanto mais fiel às encarnações de Hulk nos quadrinhos e na série de TV dos anos 1970 do que o filme dirigido por Ang Lee. Nas palavras de Norton, "O incrível Hulk" sempre foi a história de um fugitivo, de um projeto secreto mal-sucedido do Exército americano que agora precisa ser contido pelos militares, e é exatamente em torno disso que gira a história do novo longa-metragem.
Com exceção do ponto de partida da aventura, que se dá na América do Sul, ponto onde Ang Lee havia deixado o personagem ao final do filme de 2003, muita coisa foi mudada para esta produção, a começar do elenco de atores, que foi completamente renovado. Além de Norton como Bruce Banner (substituindo o ator Eric Bana da versão anterior), "O incrível Hulk" volta com Liv Tyler, no papel da namorada do personagem, Betty Ross, William Hurt, como o durão General Ross, e com Tim Roth fazendo as vezes do vilão da história, o soldado Emil Blonsky, que virá a se tornar o grandalhão Abominável apõs se submeter a experiências genéticas com radiação gama (a mesma que transformou Banner em Hulk no passado). O trabalho de computação gráfica e captura de movimentos que dá vida aos monstrengos na tela também está significativamente mais bem-apurado do que a versão emborrachada apresentada no longa de 2003.
Com exceção do ponto de partida da aventura, que se dá na América do Sul, ponto onde Ang Lee havia deixado o personagem ao final do filme de 2003, muita coisa foi mudada para esta produção, a começar do elenco de atores, que foi completamente renovado. Além de Norton como Bruce Banner (substituindo o ator Eric Bana da versão anterior), "O incrível Hulk" volta com Liv Tyler, no papel da namorada do personagem, Betty Ross, William Hurt, como o durão General Ross, e com Tim Roth fazendo as vezes do vilão da história, o soldado Emil Blonsky, que virá a se tornar o grandalhão Abominável apõs se submeter a experiências genéticas com radiação gama (a mesma que transformou Banner em Hulk no passado). O trabalho de computação gráfica e captura de movimentos que dá vida aos monstrengos na tela também está significativamente mais bem-apurado do que a versão emborrachada apresentada no longa de 2003.
Mas talvez a principal diferença entre as duas encarnações mais recentes de Hulk no cinema seja o tom e o ritmo das histórias. Se o filme de Lee focava essencialmente na psicologia do perturbado Banner, a versão de Norton-Penn-Leterrier não perde (muito) tempo com isso, pelo contrário, é ação, porrada pura, do começo ao fim das quase duas horas de sessão. Vale destacar a seqüência eletrizante (a la "Ultimato Bourne") em que Banner é perseguido nas ruelas de uma suposta Favela da Rocinha, no Rio, além do confronto climático, em que o verdão mede suas forças com o Abominável nas ruas do Harlem, em uma suposta Nova York.
Quem não gosta do gênero ou acha difícil de engolir algumas das idiossincrasias do super-herói da Marvel - como o seu poder de atravessar continentes com um único salto, permitindo com que "durma" no Rio de Janeiro e "acorde" na Guatemala - dificilmente vai se divertir com este "Incrível Hulk". Aos brasileiros, também, é possível que soe ofensivo o portunhol de quinta falado por alguns dos personagens tupiniquins com que o Dr. Banner convive em sua estada por estas bandas, trabalhando como operário na fábrica de guaraná Pingo Doce (!).
E ainda: por mais competentes que sejam Norton, Tyler ou mesmo o veterano Hurt em suas atuações no cinema, aqui, seus personangens parecem caricatos, presos a um universo cristalizado de referências aos quadrinhos que os impede de acrescentar novas camadas aos papéis - sob o risco de despertar a já citada "raiva" dos fãs mais xiitas das HQs. Para acalmá-los, aliás, não faltam piadinhas internas com relação ao passado da franquia, incluindo aparições de Lou Ferrigno (ator que viveu o herói no seriado de TV), Stan Lee (criador do personagem, com Jack Kirby) e Robert Downey Jr., que faz uma ponta no papel de Tony Stark/Homem de Ferro, deixando no ar a sensação de que, desta vez, a Marvel não só aprovou a performance do verdão na telona como, se tudo der certo, tem bons planos para ele no futuro.
Quem não gosta do gênero ou acha difícil de engolir algumas das idiossincrasias do super-herói da Marvel - como o seu poder de atravessar continentes com um único salto, permitindo com que "durma" no Rio de Janeiro e "acorde" na Guatemala - dificilmente vai se divertir com este "Incrível Hulk". Aos brasileiros, também, é possível que soe ofensivo o portunhol de quinta falado por alguns dos personagens tupiniquins com que o Dr. Banner convive em sua estada por estas bandas, trabalhando como operário na fábrica de guaraná Pingo Doce (!).
E ainda: por mais competentes que sejam Norton, Tyler ou mesmo o veterano Hurt em suas atuações no cinema, aqui, seus personangens parecem caricatos, presos a um universo cristalizado de referências aos quadrinhos que os impede de acrescentar novas camadas aos papéis - sob o risco de despertar a já citada "raiva" dos fãs mais xiitas das HQs. Para acalmá-los, aliás, não faltam piadinhas internas com relação ao passado da franquia, incluindo aparições de Lou Ferrigno (ator que viveu o herói no seriado de TV), Stan Lee (criador do personagem, com Jack Kirby) e Robert Downey Jr., que faz uma ponta no papel de Tony Stark/Homem de Ferro, deixando no ar a sensação de que, desta vez, a Marvel não só aprovou a performance do verdão na telona como, se tudo der certo, tem bons planos para ele no futuro.
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