As drogas te dão os céus, mas cortam tuas asas. Lendo essa afirmação vinda de Marcelo Bonfá, que veio ao Ceará semana passada, acreditei de novo no que o tempo insistia em me dizer. Verdades que só quem viveu o drama de experiências terríveis com drogas podem contar. De todo o caso, isso não vem exatamente a ele (o caso é claro). Até porque, depois de toda a tempestade vem à bonança. E como diria outro, e que bonança!
Mudando totalmente de assunto, viver tá cada dia mais complicado hoje né? É tanta preocupação com coisas e pessoas que só falta nos deixar louco. E se eu não conseguir atingir a meta do gerente eu não vou poder manter a prestação do carro e o que ela vai achar de eu entregar flores a ela no jantar hoje à noite? Esse perfeccionismo non sense só me falta por em crise, em mutualidade com a financeira mundial.
E se correr a crise pega, e se ficar a crise come! Crise aos 30, crise de valores morais no mundo, crise de ansiedade, crise para se anestesiar, é tanta crise que já penso menos em consumir e mais em dormir. Pelo menos até isso tudo passar e a repórter anuncie uma semana de Dow Jones no verde.
E se o Chaplin ainda tivesse aqui ele diria que a coisa tá tão preta (no branco do cinema dele) que ele ficou sem fala! Lembro-me de uma passagem dele com Einstein, limousine a céu aberto em New York City, um olhando pro outro meio abilolado com tanta gente aplaudindo e gritando seus nomes. Chaplin, sábio como sempre, dispara pra o físico alemão: - Engraçado Albert, como é a vida. Estamos aqui lado a lado, homenageados por toda essa gente. Eles me aplaudem porque não preciso falar nada para me entenderem. Já você, é exatamente o contrário. Fala, fala e fala e ninguém te compreende. Porém, todos ficam também admirados com sua genialidade. Moral da história: cada um na sua, todo mundo se respeitando e brilhando nessa constelação tão bonita que é o céu.
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